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Parabéns !!!

É galera...

Ontem foi aniversário do nosso querido M Á R V I O     C O U V E ( Carioca )

Parabéns... Que vc continue muito mais anos com a gente.....

 



- Postado por: Carlinhos - Programa Pânico às 23h01
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Entrevista - Parte 4

RA - Marcos, você foi o único que restou por aqui. Vamos lá.

Marcos (Japa) - Você é sortudo. Outro dia a revista Superinteressante veio na Rádio e perdeu todos de vista. Só conseguiram falar com dois...

RA - Então vamos lá: Marcos, é você quem escreve aqui da turma? A criação é coletiva e é você quem roteiriza a coisa toda?

Marcos (Japa) - O que acontece é que todo munda cria mesmo, todos dão seu palpite. Seja criando um texto, personagens, quadros, segmentos de humor dentro do programa, tudo é feito em equipe. Não um redator propriamente. Se há um redator aqui é o Jorge (Cézar Barbosa)...

RA - ...Ele não é o 'pauteiro'?

Marcos - Não diria que é um pauteiro. Se fosse para definir um redator, seria ele. Um roteirista...

RA - Então por quê os outros integrantes do Pânico te chamam de redator?

Marcos - Porque eu também ajudo o Jorge e o Carlinhos nessa função. Eu sou antes de tudo um dos apresentadores do programa. Tenho dois personagens. A confusão acontece porque eu vivo muito internamente a produção do programa.

RA - E já que você vive tanto a produção, me responda de uma vez por todas: a Amanda faz parte da turma do Pânico ou não? Amanda de Capão Redondo o que é? Ouvinte? Apresentadora? Nem uma coisa, nem outra?

Marcos - (rindo) Esse é um dos grandes segredos da humanidade! Isso ninguém revela! Mas é assim: tudo começa de uma brincadeira. Emílio tem um "olhar clínico". Desde o começo ele faz isso. Fez com o Bola, com o Carlinhos, Zé Fofinho. Com a Amanda está acontecendo a mesma coisa.Ela era ouvinte do programa. Ele viu que ela gerava polêmica com os ouvintes e achou isso bacana. Uma das características do Pânico é exatamente polemizar um assunto por mais banal que ele seja.

RA - Para encerrar: me diga sinceramente se todos os integrantes do Pânico teriam o mesmo "fairplay" se alfinetados e colocados numa saia justa? Assim como vocês fazem com suas pobres vítimas. Ou não é muito bem assim?

Marcos - (rindo muito) Temos sim! Temos porque o Pânico é Pânico 24 horas por dia...somos os mesmos nos bastidores. Acabamos aprendendo a ter jogo de cintura. Se gozarem de você o melhor é levar na brincadeira. Se você levar a sério, o que a gente chama aqui de "botar pilha", se você ficar pilhado...já era. Tem que ter fairplay sim...



- Postado por: Carlinhos - Programa Pânico às 21h23
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Entrevista - Parte 3

RA - O Ceará disse que você era recepcionista da Pan...

Carioca - (rindo) Eu? Eu comecei na Pan como estagiário! Todo estagiário de rádio começa como "abelhinha". Esse é o nome que damos. O 'abelhinha' atende telefonema de ouvintes, uma espécie de assistente do locutor, ajuda a sortear prêmios, essas coisas.É o começo...

RA - Você veio do Rio, não é?

Carioca - Jovem Pan do Rio de Janeiro.

RA - Como é que você passou para o microfone?

Carioca - Cara, eu tinha uma coisa dentro de mim (risos). Eu queria muito. Eu já tinha a oportunidade de estar na Pan, já era meio caminho andado. Uma vez dentro, pensei: "e agora?". Me familiarizei com a casa, as pessoas e aos poucos eu fui me colocando.


RA - Mas o que é que fez a diferença?

Carioca - Eu conheci um jornalista da Pan chamado Luiz Fernando Noronha. Disseram para ele que eu fazia imitações. Ele também era redator e me chamou pra gravar. Com duas semanas de rádio eu já estava gravando algumas coisas. Tinha um programa chamado "Pandemônio" e eu acabei gravando pelo menos umas trezentas, quatrocentas, quinhentas vinhetas...

RA - Nossa.

Carioca - O programa usava muita vinheta, lia-se mensagens dos ouvintes fazendo gozação.

RA - Parece que a coisa aconteceu rápido para você.

Carioca - Rápido até demais. Depois fui para a promoção.

RA - Promoção?


Carioca - Passei por todo esse processo. Cheguei até a gerenciar o departamento de promoção. Depois disso fui convidado pela Jovem Pan RJ para fazer a produção da rádio.Tinha um coordenador novo na época, Christovan Neumann, que dizia que eu era meio doidinho, que eu tinha umas idéias malucas. Investiu em mim. Ele era muito amigo do diretor da Pan SP e ficavam disputando. Eu gravava coisas lá e ficava 'zoando' o diretor daqui!

RA - Quem era esse diretor?

Carioca - Era o Hovoruski (Alexandre). Que pra sacanear de vez, me contratou e trouxe para São Paulo. E assim cheguei ao Pânico.

RA - Dizem que o humor de vocês é infantilóide demais, feito por pessoas inteligentes que poderiam fazer melhor. O que você acha disso?

Carioca - Eu acho que o grande lance do programa é essa sacanagem entre a gente. Não temos muito pudor e nem respeito um pelo outro no ar. Eu mesmo já fui sacaneado muito aqui no programa...

RA - Você já teve problemas com isso? Processo, alguém quis te bater, coisas do tipo?

Carioca - No começo eu tive um probleminha porque fiquei falando mau de paulista. Cheguei para chamar atenção, tinha que chegar para "arrebentar". O Emílio mesmo pediu para eu 'carregar na tinta'. Pra 'descer a lenha' nos paulistas. Existe essa rixa mas ninguém nunca declarou guerra. Eu mandei ver. "Mulher de São Paulo não presta", "tudo interesseira", "branquelas sem bunda". Vinha mulher aqui na rádio bater na bunda, mostrar a bunda pra mim com raiva. Diziam que iam me matar e tal...
Mas isso é legal. Quer dizer que o trabalho tá funcionando. Levei pedrada em show da rádio (risos).

RA - Vocês são amigos?

Carioca - Somos sim. Companheiros é a palavra mais certa.

RA - Vocês saem juntos, essas coisas?

Carioca - Eu saio mais com o Carlinhos (Zé Fofinho). São vidas diferentes. Eu sou solteiro, estou naquela fase de sair e aproveitar. Emílio é casado, tem a família dele.

RA - Lá no estúdio eu perguntei ao Emílio se aqui tem um chefe. Ele disse que não...

Carioca - O Emílio é o chefe. O líder mesmo. E o Tutinha, né? O Emílio é o cara, o braço direito. Emílio é o cara que coordena. A palavra final é dele. Se ele gostar gostou, se não gostar não gostou, não vai. E ele sempre acerta. Sabe tudo.

RA - Depois que o programa foi para a TV as coisas aqui melhoraram?

Carioca - Mudou em muitos aspectos. A TV dá muito trabalho mas dá uma segurança maior pra gente.

RA - Financeiramente você quer dizer...

Carioca - Ah, a grana melhora...

RA - Começaram a ganhar bem em rádio porque foram para a TV. O salário de radialista...

Carioca - ...o nosso não era nada diferente. O programa sempre teve prestígio, mesmo na fase só rádio.Fazíamos bailes, eventos. Era o que segurava. Porque o salário...você é radialista, sabe bem disso.

RA - Você escreve também?

Carioca - O Jorge faz a pauta e nós criamos. Mas quem põe no papel e arredonda é o Japa e o Carlinhos...

Essa foi a deixa para eu lembrar que estava todo mundo apressado e quase na hora de sair. Vesgo e Ceará sumiram rumo às férias e os perdi.Fui procurar o redator Japa antes que tarde fosse... Ainda não era.

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- Postado por: Carlinhos - Programa Pânico às 21h22
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RA - Como é que começa teu dia aqui no Pânico?

Carlinhos - Nos encontramos na chegada e as idéias simplesmente aparecem. Tudo improvisado. Para a TV fazemos reunião de pauta uma vez por semana. Quem escreve é o roteirista mas as idéias são criadas pelos próprios donos dos personagens. Além de trabalhar no Pânico eu sou operador, produtor de áudio.

RA - Aquela matéria genial do lixão (mendigo num dia de chuva num lixão de São Paulo): Como apareceu aquilo? Vi e achei muito parecido com o que o personagem mendigo faz no rádio usando apenas a imaginação. Como é que aconteceu?

Carlinhos - As pessoas acharam aquilo uma das melhores coisas que eu fiz. Eu achei uma das piores em termos de produção (risos). Porque era para fazer uma brincadeira, meio como o Gugu (Liberato), chegar e achar as pessoas pegando comida. E nós não sabíamos que estava proibido! Não se pode mais falar "Lixão". Coleta Seletiva era o nome a se usar. Mudou o nome e não era permitido mais entrar e pegar resto de comida e coisas do tipo. Mas a matéria estava na pauta e eu lá. Se não fizesse ficaria com um "buraco" no ar. A idéia era satirizar a matéria que o Gugu fez. Mas estava tudo diferente. Só pessoas trabalhando com reciclagem. Peguei o microfone e saí improvisando. Achei aquele cachorrinho vira-latas e pedi para a produção comprar um lanche para que eu jogasse no meio do lixo e comesse depois...
Depois da edição eu até gostei. Mas parece que o público gostou mais ainda. Vai entender...

RA - Esse improviso parece ser moleza para quem é de rádio.

Carlinhos - Você viu aí hoje durante o programa. Tudo na hora, tudo no improviso.

RA - E antes da Pan? De onde você veio?

Carlinhos - Eu era vocalista do Grupo Casa Nossa, e ouvinte do Pânico, aí o Emílio me conheceu através do Jorge (César Barbosa), que pra quem não sabe é meu primo!!!

Daí entra alguém no estúdio dizendo que Carioca e Ceará estavam de saída. Lá vou eu atrás de um dos dois. No fundo do corredor vejo Carioca gargalhando.

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- Postado por: Carlinhos - Programa Pânico às 21h16
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Entrevista - Parte 2

RA - Quem é o chefe aqui?

Emílio - Não tem chefe aqui, aqui é "democracia corintiana"; ninguém manda, Tutinha manda. Tem dono, é uma emissora com dono.

Ceará (emendando) - Ele decide...(parodiando o bordão do antigo programa de TV)

RA - Quantos aqui são radialistas "da gema" e quantos são, vamos dizer assim, agregados?

Emílio - Todos são radialistas! Todos. A única que não é a Amanda.

RA - Quantos são?

Emílio - Oito. Ah, a Sabrina também não é radialista.

(o ouvinte que participa naquele dia dá um pitaco) - Eu sou radialista! (risadas gerais)

RA - Quantos anos de rádio, Emílio?

Emílio - De Pan, 20 anos.



RA - Você considera essa aqui a sua melhor fase aqui na Jovem Pan? Aquela que vai dar mais saudade quando você parar?

Emílio - Não, acho que não. Acho que já fiz muita coisa legal aqui. (Dá uma bronca no Ceará e Mendigo - Peraê, tá gravando aqui gente...)
Teve a época do Djalma Jorge, Boi na Linha, a época da Mônica (Venerábile). É que na TV você tem mais mídia, aparece mais. E só por isso eu vou dizer "pô, é o maior momento?". Que nada. Rádio não é muito assim, não aparece tanto. A imprensa dá muito mais importância à TV, milhões de vezes mais que ao rádio...

RA - Mas depois que vocês foram para a TV com esse programa de rádio, perceberam uma audiência maior?

Emílio - Temos mais audiência. Mas isso não quer dizer que o programa não tinha audiência antes. O programa tem onze anos no ar! Onze anos, pô. Programa consagrado há onze anos...



RA - Mas a diferença é perceptível?

Emílio - Aumenta o número, talvez você pegue um público que não te ouvia aqui antes.

RA - Desculpe insistir, mas essa é uma situação inédita...

Emílio - Ah, é. Nunca houve um programa de rádio fazendo simultâneamente rádio e TV, o mesmo programa. Um acaba ajudando o outro.

RA - O trabalho aumentou?

Emílio - Eu trabalho muito mais, né?

RA - Como é teu dia agora?

Emílio - Chego aqui por volta de nove e meia da manhã e saio por volta de dez da noite. Porque aqui temos também um núcleo da TV, tem uma ilha de edição montada aqui. O trabalho estica mesmo...TV dá muito mais trabalho, tem que criar conteúdo. Não é como o rádio onde você coloca uma música e se ganha 3, 4 minutos na boa. TV é mais complicado.



RA - Essa iluminação aqui no estúdio é por causa da TV (por todo o teto do estúdio da Jovem Pan haviam luzes direcionais muito fortes)?

Emílio - É sim, nós gravamos aqui também.

RA - Dizem que para cada padaria em São Paulo existem dois humoristas no rádio. Esse é um fenômeno recente no rádio ou sempre foi assim?

Emílio - Sempre foi assim. Sérginho Leite, o "Café com Bobagem" do Pardini, "Djalma Jorge". As pessoas gostam de humor no rádio. Sempre será um elemento importante na receita do rádio...

RA - Perguntei sobre a sua percepção de audiência com a experiência da TV. E a de financeira? O dinheiro aumentou?

Emílio - (tergiversando) Eu não sei, eu não tenho número de faturamento do rádio...não tenho idéia, não sei...



RA - Como assim? Nenhuma? Não aumentaram os comerciais, testemunhais, nada?

Emílio - (enfático) Sempre foi assim! Não porque estamos na TV! Sempre houve testemunhal, anunciante, patrocinadores...Pânico já era um produto consagrado no rádio.

Nisso, irônicamente, entra o último bloco comercial antes das férias de Emílio. E eu saio correndo na direção do estúdio de gravação da Pan e não perder um papo com Carlinhos, o "Mendigo". Férias chegando e eles com pressa. Eu também.

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- Postado por: Carlinhos - Programa Pânico às 21h14
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Entrevista - 1ª Parte

Emílio Surita e sua turma - Pânico no ar!

"Não priemos cânico". Ouvi a famosa frase do personagem Chaves na boca de uma funcionária de renomada universidade paulista há pouco mais de um ano atrás. Eu estava ali a trabalho e era justamente o 'day after' do Pânico, que estreara no dia anterior. Eram 9 da manhã. A funcionária se divertia com uma colega comentando o novo programa. Dizia para a amiga "que mal faz? É bobo, tosco e divertido. Não priemos cânico".

Emílio Surita e seus comparsas criaram sim, o Pânico. No rádio e depois na TV. Pedra e vidraça, olhados com reticência mas nunca ignorados. O Pânico é sucesso.

Cheguei à Rádio Jovem Pan sexta-feira, meio-dia, para acompanhar o último programa do ano que mudou, definitivamente, a vida desses peculiares radialistas. Um clima apressado no ar ( queriam deixar tudo certo para o mês de folga da trupe) complicou um pouco a realização da entrevista.

Naquele dia estavam presentes Ceará (Wellington Muniz, o "Sílvio"), Carioca (Marvio Lourenço), Carlinhos . No finalzinho do programa aparece - fazendo uma revelação! - Rodrigo Scarpa, o "Repórter Vesgo".
Bola (Marcos Chiesa) estava "comprando uma Ferrari usada 2000 de Rubinho Barrichello" e participou desse último programa por celular. Sabrina estava longe dali, assim como Marcos Vinícius Vieira. Amanda "do Capão Redondo" (que participa desde agosto) estava presente ao lado de um ouvinte (que segurava uma caixa de bananadas, devidamente devorada por todos durante as duas horas do Pânico).

Conversei com o chefão, Emílio Surita, com Carioca, Carlinhos e com o Japa (Marcos Aguena, o "Repórter Surdo"). Vesgo e Ceará, apressados, saíram correndo quando "bateu o sinal".

Enfim, tudo muito de acordo com o conceito desse programa de rádio genial, que falou com ouvintes do Brasil todo naquela manhã e é, inegavelmente, um dos programas mais importantes do rádio brasileiro atual.

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- Postado por: Carlinhos - Programa Pânico às 21h12
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